“A espada mais brilhante e gloriosa, era um pedaço de metal que nunca saiu daquele castelo, que nunca participou de uma verdadeira peleja. A mulher sentada ao seu lado no trono, era somente um presente de algum dono de terra querendo subir mais na vida. Todas as honrarias em seu nome e bravuras cantadas por sua família, eram somente historias para levantar sua moral. Os soldados serviam ao mais bravo. O mais bravo dos covardes, afinal ele nunca sairá dos limites do castelo. Todos temiam a fúria do seu punho. Que nunca teria coragem de machucar um passarinho. Suas palavras eram sabias e divulgadas por todo o mundo, mas era tudo conhecimento que ele adquiriu lendo os livros de sua grandiosa biblioteca, ele não sabia se realmente podiam ser aplicados a vida. Todo o seu ouro era herança de família e impostos cobrados daqueles que realmente trabalham. Sua beleza era conhecida por todo os reinos, mas era a de um garoto que não tem cicatrizes de homem para contar. O único boato que corria no reino era que sua esposa era ‘improdutiva’, mal sabiam todos que ele só não queria se deitar com ela. Aqueles olhos que todos viam sabedoria e sapiência, eram olhos de quem não podia estar com a mulher amada. E este, era o Rei de todos os Reinos. O Soberano de todos os Soberanos. O Poderoso entre os Poderosos. O mais triste entre os felizes.”
Texto: Pietro Amaral
Desenho: Caio Chagas



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